6 anos do rompimento criminoso da barragem de Fundão em Mariana-MG

Há 6 anos Mariana-MG entraria para a história como o território em que aconteceu mais uma violência no contexto da mineração extrativista, dessa vez, seria marcada pelo maior crime ambiental do país.


Rompimento criminoso que imediatamente ceifou a vida de 20 pessoas, trabalhadores que no momento estavam no complexo produtivo e moradores do distrito de Bento Rodrigues e causou a morte do Rio Doce.


Além dessa destruição e mortes causadas nas proximidades da barragem, o mar de lama/rejeitos tóxicos se estendeu por 600km e chegou ao oceano, destruindo, contaminando e matando tudo o que encontrava pela frente. Minas Gerais e Espírito Santo foram atingidos. Tamanha destruição se perpetuou ao longo desses 06 anos, e já são 6 anos de impunidade e de um crime que se renova.


Também, são 06 anos de luta incessante por um processo de reparação minimamente justo. No entanto, passado tanto tempo, milhões foram gastos, mas quase nada foi reparado e reconstruído. A vida das pessoas e as comunidades permanecem dilaceradas. E esse situação deve ser explicitada a fim de demonstrar o modos operandi das mineradoras responsáveis Samarco/Vale/BHP Billiton e da Fundação Renova, que é de completo descaso e perpetuação das violências e violações.


Estar na luta cotidiana não é fácil, mas esse é o lugar que foi imposto aos atingidos e atingidas diretamente pelo rompimento/crime. Diante das violências e violações que nós classe trabalhadora sofremos, a luta é o onde estamos.


Em referência a essa data que tristemente nos marca, a ADUFOP reforça sua posição de estar ao lado dos atingidos e atingidas ao longo da bacia do rio doce, dos movimentos sociais e das demais entidades e organizações que explicitam as denúncias e constroem a resistência.


Por justiça!

Pela responsabilização dos responsáveis pelo rompimento/crime!

Por um processo de reparação e reconstrução que contemple as demandas dos atingidos e atingidas, das comunidades!

Por um novo modelo de mineração!