Adufpi solicita investigação do MPF sobre improbidade praticada pelo reitor Pró-Tempore da UFDPar


A Associação dos Docentes da Universidade Federal do Piauí (Adufpi) - Seção Sindical do ANDES-SN - Regional Parnaíba apresentou denúncia ao Ministério Público Federal (MPF), no início de agosto, para apuração de indícios de atos de improbidade administrativa praticados pelo reitor Pró-Tempore da Universidade Federal do Delta do Parnaíba (UFDPar) Alexandro Marinho Oliveira. A denúncia também solicita o afastamento tutelar de Oliveira do cargo.


O pedido, de acordo com a Adufpi SSind Regional Parnaíba, está consubstanciado na infringência de inúmeros princípios que norteiam a Administração Pública direta e indireta, bem como na apuração de ilícitos penais, cuja conduta do Reitor Pró-Tempore encontra-se sob investigação pela Delegacia dos Crimes contra o Patrimônio de Parnaíba.


Conforme a Seção Sindical do ANDES-SN, o Reitor Pró-Tempore responde a diversas representações criminais, com acusações de crimes de estelionato, apropriação indébita e falsidade ideológica, em função do recebimento de valores decorrentes de contratos de construção de imóveis não cumpridos e fornecimento de placas solares não entregues. Muitos desses contratos, segundo a Adufpi SSind. Regional Parnaíba, foram assinados diretamente Marinho Oliveira, configurando condição não somente de sócio-cotista, mas de suposto administrador e representante direto da empresa Núcleo Construções Ltda.


“Nos autos dos inquéritos indicam, por meio de boletim de ocorrência, relatos dos denunciantes lesados e documentos comprobatórios, com evidente atuação do Reitor Pró-Tempore na posição de sócio administrador ao negociar pessoalmente preços e receber valores diversos referentes aos contratos em sua conta pessoal, além de assinar contratos, distratos e termos de reconhecimento de dívidas”, afirma a entidade.


Ainda de acordo com a Adufpi SSind. Regional Parnaíba, Alexandro Marinho Oliveira também é acusado pelo seu ex-sócio, na empresa Núcleo Construções Ltda, de ter praticado crimes de estelionato, falsidade ideológica, falsificação de documentos e apropriação indébita, com a abertura de outra empresa, chamada Concretize, para se apropriar de vultosos valores pertencentes à Empresa Núcleo Construções.


“Em face às evidências, testemunhais e materiais, expostas nas representações criminais produzidas pela Polícia Civil do Piauí, justifica-se para Adufpi Regional Parnaíba a representação junto ao MPF para apuração de indícios de improbidade administrativa quanto à violação dos princípios da legalidade e moralidade e ao dever de honestidade e lealdade às instituições públicas, bem como investigação quanto a possíveis atos ímprobos e ilegais, completamente incompatíveis à permanência do cargo de Reitor”, explica a seção sindical do ANDES-SN.


Fonte: ANDES-SN* Com informações e imagem da Adufpi SSind. Regional Parnaíba