Análise de conjuntura e ato em defesa da democracia e contra o racismo marcam a tarde de sábado

Análise de conjuntura e ato em defesa da democracia e contra o racismo marcam a tarde de sábado do 14º Conad Extraordinário


A Plenária do Tema I - Movimento Docente e Conjuntura abriu os debates do 14º Conad Extraordinário do ANDES-SN, na tarde deste sábado, 12. Para iniciar as discussões, foram apresentados os sete textos constantes no Caderno de Textos do Conad, enviados pela diretoria nacional, por seções sindicais e por docentes sindicalizados.


Os textos abordaram a atualização do debate sobre movimento docente, o fortalecimento do ANDES diante da atual conjuntura, o papel de uma Central Sindical e Popular no cenário atual, a construção de uma Universidade Popular e a reconstrução do país.


Na sequência, foram abertas as falas para os inscritos e as inscritas. Ao todo, foram 24 falas sorteadas e intercaladas para garantir a paridade de gênero na discussão. Desta forma, as manifestações aprofundaram os temas apresentados pelos proponentes. Os diversos ataques do governo Bolsonaro ao longo dos últimos quatro anos, o sucateamento da educação, o desmonte das políticas públicas, o novo mandato de Lula a partir de 2023, o balanço sobre a atuação da CSP-Conlutas, fizeram parte das avaliações discutidas.


Em todas as falas, o papel do ANDES-SN como uma entidade classista, independente e pela base foi reforçado como ponto de enfrentamento para barrar os avanços das políticas de extrema direita.


De acordo com Francielli Rebelatto, diretora do ANDES-SN que presidiu a plenária, essa foi uma discussão de análise de conjuntura rica, que apontou diversos elementos das lutas que o sindicato terá pela frente e, principalmente para orientar os próximos passos. ‘‘Cada fala de hoje servirá para melhor intervirmos na realidade que virá. Por isso, analisamos uma vitória importante nas eleições, na qual derrotamos Bolsonaro nas urnas, mas por outro lado da necessidade de derrotarmos a expressão da sua política fascista que se alastra no Congresso Nacional e na sociedade brasileira. Todo esse movimento exigirá de nós a continuidade das nossas lutas nas ruas para vencermos as políticas que visam a destruição das políticas públicas e o aprofundamento da retirada de direitos sociais’’, comentou Francielli.


Ato em defesa da democracia e contra o racismo Diante da conjuntura golpista que o atual governo insiste em conclamar e em sintonia ao Novembro Negro, a diretoria do ANDES-SN deliberou por realizar um ato em defesa da democracia e contra o racismo. A atividade foi promovida em articulação com Adunb e, após o encerramento da plenária do tema I, docentes, representantes de entidades sindicais e estudantis que estiveram na plenária, marcharam até a Praça Chico Mendes, com palavras de ordem contra as políticas genocidas do povo negro, aprofundadas pelo governo Bolsonaro, saudando a resistência dos Quilombos, contra as tentativas de golpe e pela defesa do Estado Democrático de Direito, que seja radicalmente antirracista, antimachista, antilgbtqia+fóbico, anticapacitista. Mais de cem pessoas participaram do ato.


Segundo Rosineide de Freitas, 2ª vice-presidenta da Regional Rio de Janeiro, um ato simbólico como este reforça a importância do envolvimento de não-negros na luta antirracista. ‘‘Não-negras/os precisam colocar a cara como as/os negras e negros na luta antirracista. Precisam emprestar a voz em momentos de maior violência, precisam ceder espaço e especialmente reconhecer seus privilégios. Numa sociedade de experiências escravocratas, ser branco é gozar de privilégios de ser, de existir, de falar, de estar, de viver, de ser bonita ou bonito. É necessário que a gente entenda que a pauta que o ANDES-SN defende há 41 anos deve, de uma vez por todas, identificar a centralidade dessa luta para não virarmos as costas para a maioria da população brasileira que é negra’’, pontuou Rosi, durante o ato.


Após a atividade, as e os docentes iniciaram os debates do Grupo Misto II, que discute as questões organizativas – CSP-Conlutas: balanço sobre atuação nos últimos dez anos, sua relevância na luta de classes e a permanência ou desfiliação da Central.


Fonte: ANDES-SN