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Ato político marca a abertura do XIX Encontro do Setor das Iees/Imes do ANDES-SN

Evento reuniu cerca de 75 pessoas de mais de 23 seções do Sindicato Nacional


Docentes e estudantes de diversas instituições estaduais, municipais e distrital do país protestaram na tarde de sexta-feira (20) em frente ao Palácio dos Leões, edifício-sede do governo do Maranhão, localizado no Centro histórico de São Luís (MA). A manifestação é uma resposta à omissão do governador Carlos Brandão (PSB) que não dialoga com a categoria docente das universidades estaduais do Maranhão (Uema) e da Região Tocantina do Maranhão (Uemasul).


Em greve desde o dia 24 de agosto, as e os docentes das estaduais do Maranhão lutam pela recomposição salarial integral de mais de 50,28% de perdas acumuladas na última década, nomeação imediata de professoras e professores já aprovados em concurso público, recomposição de R$ 343 milhões remanejados do orçamento das universidades estaduais por meio de decretos, entre outras reivindicações.


As e os manifestantes seguiram pelas ruas do centro entoando palavras de ordem, entre elas, “Professores na rua, Brandão a culpa é sua”, em direção à Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Uema, local do XIX Encontro do Setor das Estaduais e Municipais (Iees/Imes) do ANDES-SN. “Em defesa da educação pública: a luta pela recomposição salarial e orçamento nas universidades estaduais e municipais” é o mote central do evento. Cerca de 75 pessoas de 23 seções sindicais do sindicato estiveram presentes na atividade.


“Iniciamos o nosso encontro do Setor das Estaduais e das Municipais no Centro Histórico de São Luís, juntamente com o movimento grevista das universidades estaduais do Maranhão, que sofrem diversas retaliações nesses mais de 50 dias de greve. Por isso, esse momento e esse encontro são históricos e emblemáticos para o nosso movimento. Vamos avante para a luta”, disse Flávia Spinelli Braga, da coordenação do Setor das Iees/Imes e 1ª vice-presidenta da Regional Nordeste II do ANDES-SN e que esteve na mesa de abertura.

A mesa contou ainda com a presença de Bruno Rogens, presidente do Sindicato de Docentes das Universidades Estaduais Públicas do Maranhão (Sinduema - Seção Sindical do ANDES-SN); Bartolomeu Mendonça, presidente da Associação de Professores da Universidade do Maranhão (Apruma SSind.); Sheila Bordalo, presidenta do Sindicato dos Profissionais do Magistério da Rede Pública Municipal de São Luís (Sindeducação); Urbano Bittencourt, presidente do Centro Acadêmico do Curso de História da Uema; e também representantes da diretoria do Sindicato Nacional como Sâmbara Ribeiro, 1º tesoureira da Regional Nordeste I, Alexandre Galvão da coordenação do Setor das Iees/Imes e Raquel Dias, presidenta em exercício do ANDES-SN. Em suas falas, as e os representantes defenderam a educação pública, gratuita, laica e de qualidade e expuseram os ataques ao ensino superior, na esfera federal e estadual, e no ensino básico.


Bruno Rogens, presidente do Sinduema SSind. contou que a greve, prestes a completar dois meses, avançou muito pouco por parte do governo em relação à pauta de reivindicações. Entretanto, do ponto de vista da unidade e mobilização, já é considerada vitoriosa.


“É uma greve vitoriosa porque mobilizou os professores a lutarem por seus direitos, que estão cientes de que existe um sindicato que defende os seus direitos. Contudo, o governo do Maranhão precisa dar um passo à frente para acolher, dialogar com os professores, democraticamente, e avançar na defesa do ensino superior público estadual, porque até agora o governo tem demonstrado que a educação não é prioridade para o estado ao não atender, ao não dialogar com a categoria concretamente para o avanço da pauta salarial, para o avanço da pauta da democratização das universidades estaduais e para o avanço da melhoria da qualidade das condições de ensino na Uema na Uemasul”, ressaltou.

Em seguida ocorreu o Painel das seções sindicais sobre as lutas contra as perdas salariais e condições de trabalho nos estados, mediado por Annie Schmaltz, Gilberto Calil e Gisvaldo Oliveira, da coordenação do Setor das Iees/Imes.


As e os representantes de 23 seções sindicais compartilharam os problemas em comum enfrentados nas universidades como o sucateamento da infraestrutura dos espaços, o desfinanciamento, a desvalorização do corpo docente, a falta de concursos públicos e de um plano de carreira atualizado, a luta pela Dedicação Exclusiva (DE) como regime de trabalho e, principalmente, as perdas salariais decorrentes da falta de reajuste nos últimos anos. Em alguns estados, como o Rio de Janeiro, as perdas ultrapassaram 100%.


De acordo com Raquel Dias, presidenta em exercício do Sindicato Nacional, as pautas apresentadas no encontro expressam as lutas que estão ocorrendo em diversos lugares do país, com greves de estudantes e professores que reivindicam não apenas concurso público, reposição salarial das perdas inflacionárias, mas também melhores condições de trabalho, de ensino, pesquisa e extensão e de políticas de assistência estudantil.


“Essas lutas refletem a unidade da nossa pauta em defesa da educação pública, gratuita, de qualidade e socialmente referenciada, e a decisão de realizar esse evento aqui em São Luís, em um momento de greve, é fundamental para fortalecer a luta dos docentes e estudantes da Uemasul e da Uema e de todo o Brasil, que estão nesse momento enfrentando os seus governos de plantão”, reforçou a docente.


Ao final, em coro, as e os docentes bradaram “A greve continua, Brandão a culpa é sua” e encerraram o primeiro dia do XIX Encontro do Setor das Iees/Imes.


Cultura As e os docentes puderam conhecer um pouco mais da cultura maranhense com a apresentação do grupo Tambor de Crioula “Brilho de São Benedito”. O Tambor de Crioula do Maranhão é uma forma de expressão de matriz afro-brasileira que envolve dança circular, canto e percussão de tambores. Recebeu a titulação de Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil em 2007 e teve seu título revalidado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) em 2021.


O evento segue até o domingo (22) com debates sobre financiamento das Iees/Imes, Arcabouço Fiscal, condições de trabalho e saúde docente.


Fonte: ANDES-SN

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