Efeitos do corte de recursos na universidade, SOU.GOV e Vacinação:Relatos do Comitê de Monitoramento

A ADUFOP participou da última reunião do Comitê de Monitoramento Administrativo e Acadêmico com a administração central e as entidades representativas da UFOP, DCE e ASSUFOP, ocorrida no dia 8 de junho. Foram pautas da reunião a discussão sobre demissões de servidores terceirizados, a plataforma SOU.GOV e a vacinação da comunidade acadêmica.


Sobre as demissões, nos foi informado que um contingente de 35 servidores terceirizados tiveram suas demissões concretizadas nas últimas semanas. A ADUFOP entende que ações como essa são resultado da dura política de cortes que vimos sofrendo ao longo dos últimos anos. O corte de 16% no orçamento de 2021 da UFOP em relação ao ano de 2020, o contingenciamento de recursos, potencializam a limitação do funcionamento da Universidade e contribuem com a precarização do ensino público. Além da redução da assistência estudantil, como o corte no auxílio emergencial de alimentação já mencionado em nota anterior, a Universidade enfrentará problemas em relação à energia elétrica, limpeza, segurança, manutenção, ações de investimentos, se não houver a recomposição orçamentária. Esses consecutivos cortes indicam que a cada momento teremos que lidar com novas demandas não atendidas, demissões, etc. A notícia nos coloca em alerta sobre nossa real capacidade de manutenção do funcionamento da Universidade, ainda que de forma remota. Esse cenário nos preocupa ainda mais quanto ao alcance de condições sanitárias para o retorno presencial.


Na reunião, foi discutido também sobre a plataforma SOU.GOV. A ADUFOP enviou à Reitoria um ofício buscando esclarecimentos acerca da plataforma, a partir de um questionamento levantado pela base da categoria (principalmente a transferência internacional para os EUA das informações digitadas e dos dados de identificação pessoal no chat do aplicativo). A Reitoria reiterou que não recebeu nenhum tipo de comunicado acerca da plataforma e de seus desdobramentos na gestão de pessoas já praticada na instituição, mas houve comprometimento de levar a pauta para discussão na ANDIFES.


Sobre a vacinação, foi informado pela Reitoria que, a despeito da responsabilidade do estabelecimento de critérios ser da Secretaria de Saúde do município, houve conversas entre a UFOP e a Secretaria de Saúde de Ouro Preto, onde foi informado que servidores docentes, técnicos e terceirizados seriam contemplados nos grupos prioritários (setor educação). No entanto, a Reitoria relata que tem havido muitas cobranças por parte dos servidores a respeito de datas e da dinâmica nos diferentes campi. A Reitoria esclareceu que cada servidor deverá ser vacinado na cidade onde o campus em que está lotado se situa, pois, será englobado pelo plano de vacinação municipal.


A ADUFOP entende que a vacinação é direito de todas e todos, mas devido à negligência programada do governo federal em relação à gestão da saúde na pandemia, temos nos deparado com a falta de vacinas, desinformações, limitação no acesso ao SUS. Reiteramos o nosso desejo de que toda a população tenha acesso à vacinação o mais breve possível, no entanto, considerando a atual conjuntura de indisponibilidade de vacinas, prezamos pela ampliação da comunicação com a comunidade acadêmica. Essa comunicação é fundamental para contribuir com a minimização do estresse gerado pela falta de vacinas, bem como a ampliação do alcance na divulgação das datas de vacinação, ampliando, assim, a cobertura vacinal da nossa comunidade.


Reforçamos que a saída dessa situação é por meio da mobilização coletiva. Por isso, convocamos a todas e todos a unir esforços junto à ADUFOP na luta contra a contrarreforma administrativa, contra o arrocho orçamentário e desmonte na educação, por vacinas para todas e todos.