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Em dia de paralisação, docentes das universidades estaduais da Bahia participam de audiência pública

Docentes das universidades estaduais da Bahia (Ueba) paralisaram as atividades na terça-feira (16) contra o congelamento salarial de oito anos que aflige a categoria. As perdas salariais ultrapassam os 53%. Na data também aconteceu uma audiência pública na Assembleia Legislativa da Bahia (Alba), em Salvador, que reuniu cerca de 250 pessoas.


Promovida pela Comissão de Educação, Cultura, Ciência e Tecnologia e Serviço Público, a audiência - realizada a pedido do movimento docente - teve como tema o papel das universidades estaduais para o desenvolvimento regional e os desafios e perspectivas das instituições e contou com a presença de representantes das e dos docentes, estudantes, técnicas e técnicos, e de instituições governamentais. Participaram do debate as reitoras e os reitores das quatro universidades estaduais: do Estado da Bahia (Uneb), do Sudoeste da Bahia (Uesb), de Feira de Santana (Uefs) e de Santa Cruz (Uesc). E também representantes do Fórum das Associações Docentes das Universidades Estaduais da Bahia (ADs) e de diversas entidades sindicais que representam a comunidade acadêmica nas universidades.

Foto: Ascom Fórum das ADs

Com o auditório lotado, foram apresentados às e aos parlamentares as demandas estruturais das instituições, a necessidade da realização de novos concursos públicos - bem como a nomeação de docentes aprovadas e aprovados em concurso já finalizado, acesso e permanência qualificada para estudantes, o fim do contingenciamento dos orçamentos destinados às universidades, entre outras demandas.

Foto: Ascom Fórum das ADs

Na audiência, Elson Moura, coordenador do Fórum das ADs, relatou que há um processo contínuo de “desidratação das universidades”. Ele pediu ao governador Jerônimo Rodrigues (PT) e a Alba a adoção de medidas cabíveis para fortalecer as unidades educacionais, a começar pela abertura de uma mesa de negociação permanente com as e os docentes. Na avaliação do coordenador, a audiência foi importante para ouvir a comunidade acadêmica, que constrói a universidade no seu cotidiano.


“Essa audiência é mais uma etapa da nossa luta que cumpre também o papel singular de diálogo com o Legislativo. É aqui que a gente reivindica emendas parlamentares quando o Projeto de Lei Orçamentária não alcança o nosso pleito de 7% da Receita Líquida de Impostos (RLI) para as universidades estaduais. Outra demanda é que seja executado o for orçado na Lei Orçamentária Anual (LOA). Atualmente temos um orçamento que não corresponde a execução, então o diálogo com deputadas e deputados é importante. A própria presidente da Comissão disse que pautará junto ao Executivo as questões das universidades estaduais que foram trazidas na audiência como orçamento, direitos, salários e autonomia”, disse.

Foto: Ascom Fórum das ADs

Reivindicações A luta por um reajuste que recomponha as perdas salariais acumuladas ao longo dos últimos oito anos é o primeiro ponto da pauta. Ainda integram as reivindicações o cumprimento dos direitos trabalhistas; a destinação de 7% da RLI para as quatro universidades estaduais baianas; mais a garantia da autonomia administrativa, financeira e acadêmica dessas instituições.


Fonte: ANDES-SN Com informações da Alba

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