Funcionários (as) dos Correios entram em greve por condições de segurança e remuneração justa

Trabalhadoras e trabalhadores dos Correios de todo o País paralisaram as atividades, por tempo indeterminado, nesta terça-feira (18). Considerada essencial durante a pandemia, a categoria denuncia que a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) e o governo federal se negaram a abrir negociações e retiraram ou reduziram, de forma unilateral, 70 dos 79 pontos do acordo coletivo. Segundo a Federação dos Trabalhadores em Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (Fentect), a liminar que permitiu o descumprimento do acordo e as próprias medidas de  enxugamento da empresa têm o objetivo de abrir caminho para a privatização dos Correios, desejo assumido desde o início do mandato pelo governo Bolsonaro.


Quase 100 trabalhadoras e trabalhadores dos Correios morreram vítimas da covid-19. Durante a votação, realizada por assembleias virtuais, foram ressaltadas a negligência na proteção da saúde das funcionárias e  funcionários, a falta de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) e de guichês de proteção no atendimento. A empresa passou a fornecer álcool em gel, máscaras de proteção e produtos para desinfecção dos pacotes e das agências apenas depois que os sindicatos impetraram ações judiciais a respeito e, até a véspera da greve, EPIs continuavam a faltar. 


A greve atinge todos os estados e recebeu o apoio das 36 unidades sindicais representativas, que, ao lado da Fentect, aponta o corte em direitos conquistados durante 30 anos de luta da categoria. Entre esses, destacam-se o tempo de licença-maternidade, reduzido de 180 dias para 120 dias; a diminuição no pagamento de adicional noturno e de horas extras; a queda do valor de indenização por morte; cortes no auxílio para filhos com necessidades especiais e no auxílio-creche. Ainda, a revogação do acordo coletivo impactou negatiivamente na remuneração ao cortar benefícios complementares à remuneração-base.


A desigualdade de remuneração dentro da categoria dispensa explicações: a menor remuneração paga pela empresa caiu de R$ 1.647 em 2018 para R$ 1.363 em 2019, a maior, da presidência, mantém-se em R$ 52.619, enquanto membros da diretoria percebem R$ 45.847. Outra disparidade é entre a alegada, pela administração federal, ‘crise financeira ocasionada pela pandemia’, e os números, que comprovam maior volume de entregas durante o período de isolamento social. A Fentect estima lucro de R$ 800 milhões para a ECT até o final de 2020, contra R$ 102,121 milhões em 2019. 


Nesses tempos de internet e reuniões virtuais, muitos esquecem que a função dos Correios é conectar pessoas, muitas vezes nos rincões mais isolados do País- os quais, por sinal, uma privatização não teria interesse em servir. As bolsas dos carteiros levam não apenas correspondência e encomendas mas também insumos, medicamentos e vários outros itens a municípios distantes que não são atendidos por nenhuma outra forma de entrega de mercadorias.


Fonte: ANDES-SN

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