Manifesto 8M - Ouro Preto, Mariana e região

Marias das Minas na luta pela vida! Fora Bolsonaro, Mourão e Zema! Vacina para toda a população e auxílio emergencial já!

O mês de março é o marco da luta das mulheres do mundo todo, com o 8M abrindo o calendário das lutas da classe trabalhadora. Agora, é também o mês que completa 1 ano de isolamento social no Brasil decorrente da pandemia de Covid-19. Se, por causa do machismo e da exploração, já havia motivos para lutarmos por direitos e pela nossa vida, com a pandemia, os motivos aumentaram e provam que precisamos lutar por uma nova sociedade.

Depois de 1 ano de pandemia, passamos da criminosa marca de mais de 250 mil mortos por negligência e pela política genocida de Bolsonaro e de todos os governos que o seguiram, abertamente ou não. Ter tratado a questão sem a devida importância, promovido aglomerações, incentivado o uso de medicamentos sem comprovação científica, ridicularizado as medidas de isolamento social e não ter estabelecido os acordos de compra de diferentes vacinas, nos coloca hoje em uma condição mais complicada do que no início da pandemia. O que não deveria acontecer, já que o ano de 2020 foi de muito sofrimento e aprendizado.

A realidade para a qual fomos empurradas foi de isolamento social fake, sob a justificativa de que a economia não pode parar. O que mostra a incapacidade de gestão desse governo e o tamanho do descaso que ele tem pela vida do nosso povo. Os governos têm mantido medidas frouxas de isolamento social e não dão assistência nem para o povo pobre e trabalhador e nem para os pequenos empresários e comerciantes. Enquanto isso, vemos os ricos ficando ainda mais ricos.

O que vemos também são as violências contra nós mulheres aumentando. Na pandemia, a cada 9h uma mulher é vítima de feminicídio. Apenas no primeiro semestre de 2020, os casos de feminicídios cresceram 2% em relação ao ano anterior. Enquanto os registros de violência doméstica nas delegacias caíram 9,8%, o número de chamadas para o Disque 190 (Polícia Militar) cresceu 3,8%. Estes números nos levam a ocupar o 5º lugar no vergonhoso ranking dos países que mais matam mulheres. A situação das mulheres negras piora ainda mais, pois elas são 61,1% das vítimas. Assim como a situação das mulheres trans, já que apenas 12 estados do país contabilizam registros de violência contra a população LGBT. Com todas estas tragédias, aumenta o número de suicídios entre as mulheres.

E, junto com Damares, no Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos, Bolsonaro não apresenta nenhuma política para defender a vida das mulheres. Pelo contrário, ele pratica outras violências, como a ameaça constante às liberdades democráticas, como a retirada do auxílio emergencial e a chantagem que faz ao usar esse auxílio para retirar dinheiro da saúde e da educação. Isso também é violência contra nós mulheres, contra a classe trabalhadora!

E, como se não bastasse, após um ano de pandemia, ainda não existe um plano efetivo de vacinação para toda a população, justamente porque a política genocida desses covardes está a serviço dos ricos, que estão seguros em suas casas, com sua renda e lucros garantidos, graças ao presidente, aos governadores e aos prefeitos. São esses representantes eleitos, aliás, que atacam os serviços públicos, retirando verbas que deveriam ser destinadas para esse setor. E, com a precarização de anos, justificam a privatização de bens e direitos da população.

Estamos tendo que enfrentar uma pandemia com um SUS em desmonte. Enquanto o número de leitos de CTI para COVID em hospitais privados cresceu nos últimos meses, no Sistema Único de Saúde houve redução. Se não fosse pelos profissionais da saúde, em sua maioria mulheres, a situação seria ainda pior. Esses são os verdadeiros heróis e heroínas nessa barbárie em que estamos vivendo. E, apesar de o SUS ser referência mundial em vacinação e contar com a dedicação de seus profissionais, inclusive correndo risco de vida diariamente, esses mesmos profissionais assistem à pior campanha de vacinação da história do país, de mãos atadas.

Para o presidente que ironizava a pandemia falando que a Covid era uma gripezinha, não espanta a tentativa de normalizar o número absurdo de mortes. Ele, Zema e os prefeitos, minimizando a gravidade da situação, estimulam o retorno presencial das atividades escolares. Estamos no momento mais crítico da pandemia, passando de mil e novecentas mortes diárias. Não faz sentido o retorno das aulas presenciais nesse momento, ainda mais fingindo que existe estrutura e preparo nas escolas públicas para que trabalhadores, estudantes e o restante da comunidade escolar se mantenha minimamente em segurança. A reabertura das escolas aumentará consideravelmente o número de infectados e de mortes, e a quem será atribuída a responsabilidade dessa tragédia anunciada?

Na nossa região, a mineração segue a todo vapor, sendo a principal propagadora do vírus. Para se ter uma ideia do papel que cumprem os governos, é só lembrar que, em 15 dias de início de isolamento social, Bolsonaro, garantindo o lucro dos acionistas, decretou a atividade como essencial. Os bilhões divididos entre os acionistas poderiam ser revertidos para manter os operários e operárias em casa com emprego e renda garantidos, e ainda para manter as cidades em condições de cuidar dos pequenos comerciantes que precisavam fechar seus comércios neste período.

No meio disso tudo, nós mulheres seguimos, em home office ou não, com o aumento da carga de trabalho. As nossas múltiplas jornadas ficaram ainda mais cansativas, alternando entre o emprego, trabalho doméstico e cuidado com os outros. A ameaça constante do desemprego, de não conseguir se manter, tão pouco sua família, por falta do auxílio emergencial, a realidade de estar mais tempo confinada com o agressor, e o medo da repressão policial faz com que nós sigamos em alerta constante.

A realidade das trabalhadoras e estudantes nunca foi fácil, mas temos mostrado nossa força a cada luta que precisamos travar para defender nossa vida e nossos direitos. Nós, que nunca paramos de lutar, chamamos a todas e todos que sentem os ataques dos governos e patrões e, com indignação, querem lutar por mudanças, que venham construir com a gente esse 8M, o Dia Internacional da Luta da Mulher Trabalhadora.

Façamos com que a indignação se torne ação e não esperemos que a solução venha destes governos que só fazem alianças com os ricos. E, com confiança na unidade da classe trabalhadora e na nossa força, vamos construir a luta pelo FORA BOLSONARO, MOURÃO E ZEMA, esses administradores dos negócios da burguesia.

- Impeachment já! Fora Bolsonaro, Mourão e Zema!

- Vacinas para todas e todos já! Em defesa do SUS e pela quebra das patentes!

- Auxílio emergencial até o fim da pandemia já!

- Basta de machismo, racismo, LGBTfobia e todas as formas de opressão!

- Por um modelo de mineração estatizado, sob controle dos trabalhadores e com apoio das comunidades.

- Pela legalização do aborto!

- Aulas presenciais só depois da vacinação em massa e com medidas estruturais sanitárias adequadas!

- Pela revogação da EC 95!

- Pela Delegacia de Mulheres já!

- Em respeito a todas as vidas perdidas!

Maria das Minas em Luta (Frente de Coletivos de Mulheres da Região Inconfidentes)

PSTU - Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado

MML - Movimento Mulheres em Luta

Sindibel

SINASEFE IFMG

Partido dos Trabalhadores e Trabalhadoras de Ouro Preto

Consulta Popular - Núcleo Dona Geralda MG

Frente Mineira de Luta das Atingidas e Atingidos pela Mineração - FLAMa

ADUFOP - Associação dos Docentes da Universidade Federal de Ouro Preto

Conselho da Mulher

Movimento dos Atingidos por Barragens- MAB

Sindsfop

Engaja UFOP

Grupo de leitura Bertha Lutz

Associação do Projeto Estação Cultura (ASSOPEC)

Campanha Periferia Viva

Partido Socialismo e Liberdade - PSOL OURO PRETO

Maria das Minas na luta pela vida! (Ouro Preto/MG)

Pastoral Afro-brasileira Arquidiocese de Mariana

Partido Comunista do Brasil - PCdoB Ouro Preto

Levante Popular da Juventude

Consulta Popular

SindUTE/MG-Subsede Ouro Preto

Levante Popular da Juventude OURO PRETO E MARIANA

SINDICATO METABASE INCONFIDENTES

Conselho Municipal da Promoção da Igualdade Racial de Mariana

Sindicato ASSUFOP

Movimento de Mulheres Olga Benario

Resistencia Feminina CL

Sinasefe IFMG

Iluminar Práticas Integrativas

União Brasileira de Mulheres

REBELDIA - Juventude da Revolução Socialista

Comissão eleitoral DCE UFOP

Coletiva QUEERLOMBOS

Frente Brasil Popular

Coletivo Outro Preto

Mina Du Veloso

SIAME - Serviço Interprofissional de Atendimento à Mulher

Gestar MG- Grupo de apoio à maternidade ativa

Egrégora- Formação de doulas

Brigadas Populares Mariana

Força Associativa dos Moradores de Ouro Preto

Associação Cultural Repúblicas Jardim Zoológico

Instituto dos Arquitetos do Brasil - Núcleo Ouro Preto

União Brasileira de Mulheres de Minas Gerais

Horário de funcionamento:
De segunda a sexta, das 9h às 17h.


Telefone: (31) 3551-5247
E-mail: secretaria@adufop.org.br

comunicacao@adufop.org.br

Endereço: R. Antônio José Ramos, 65 - Bauxita, Ouro Preto - MG, 35400-000, Brasil

  • Preto Ícone YouTube

Desenvolvido pela Assessoria de Comunicação ADUFOP | 2018