Metalúrgicas e metalúrgicos na Mercedes-Benz paralisaram em protesto contra demissão em massa


Em assembleia, trabalhadores e trabalhadoras da Mercedes-Benz em S.Bernado do Campo (SP) votam por paralisação. Foto: Adonis Guerra

Trabalhadoras e trabalhadores na Mercedes-Benz da unidade em São Bernardo do Campo (SP) paralisaram as suas atividades contra a demissão de 3,6 mil metalúrgicas e metalúrgicos. A suspensão das atividades foi aprovada por 6 mil pessoas reunidas em assembleia, na porta da fábrica, na última quinta-feira (8). A produção só foi retomada na segunda-feira (12).


“Vemos a situação do país com milhões de desempregados e não queremos fazer parte. Queremos lutar pelos nossos empregos e pelo futuro também dos companheiros de contrato temporário, a luta tem que ser de todos e não só das áreas envolvidas. Aqui não tem herói, tem gente comprometida para fazer a luta, e pode ser um processo longo, temos quer ter fôlego”, disse Moisés Selerges, presidente do sindicato e representante do Comitê Sindical de Empresa (CSE) na montadora, durante a assembleia.


Na terça-feira (13), o Sindicato dos Metalúrgicos ABC se reuniu com a direção da fábrica para iniciar um processo de negociação.


Anúncio de demissão Na véspera do feriado do dia 7 de setembro, a empresa alemã anunciou uma "reestruturação" na sua unidade de caminhões e chassis de ônibus. Das 3,6 mil pessoas que serão demitidas, 2,2 mil são trabalhadoras e trabalhadores diretos e 1,4 mil terceirizadas e terceirizados que não terão os contratos renovados no final deste ano.


Utilizando a famigerada Lei das Terceirizações, aprovada no governo de Michel Temer (MDB), a Mercedes-Benz pretende terceirizar diversos setores como o de produção de componentes como eixos dianteiros e transmissão média e os serviços de logística, manutenção e ferramentaria.


Inaugurada em 1956, a unidade é considerada a maior planta da empresa fora da Alemanha.


Fonte: ANDES-SN