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Salário mínimo deveria ser cinco vezes superior ao aprovado para 2023, aponta Dieese


Foto: Marcello Casal/Agência Brasil

O novo salário mínimo no valor de R$ 1.320,00 entrou em vigor no início deste ano. Ainda que o valor seja superior ao apresentado pelo governo de Jair Bolsonaro (R$ 1.302,00) e registre 2,7% de ganho real em relação à inflação do último ano, ele ainda está muito aquém das necessidades das famílias brasileiras.


O último levantamento feito pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) aponta que o mínimo deveria ser de R$ 6.575,30, ou seja, quase cinco vezes a mais do valor pago neste ano.


O cálculo considera alimentação, moradia, vestuário, educação, higiene, transporte, lazer e previdência de uma família de quatro pessoas. Os itens são garantidos pela Constituição Federal de 1988. O estudo foi feito pelo órgão em novembro de 2022.


O novo salário mínimo é aplicável a todas trabalhadoras e todos os trabalhadores do setor público e privado, como também para as aposentadorias e pensões e foi previsto por meio de medida provisória em dezembro para substituir o salário mínimo que vigorou em 2022, no valor de R$ 1.212,00.


Inflação O povo brasileiro ainda sente na pele o drama da inflação e piora na qualidade de vida que marcou o ano de 2022. Especialmente a alta dos combustíveis fez o índice que registra o aumento dos preços atingir 12,3% (o maior desde 2003), no ano passado.


O encarecimento da alimentação, dos aluguéis, do preço do gás de cozinha, entre outros itens, levou brasileiras e brasileiros a uma situação dramática. Atualmente, cerca de 33 milhões de pessoas passam fome no país. Em insegurança alimentar são mais de 120 milhões, segundo os dados da Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar (Rede Penssan).


Vale destacar que o mapa da fome tem gênero e raça. Nos dados de 2020, em 11,1% dos domicílios chefiados por mulheres a fome era realidade, contra 7,7% quando a pessoa de referência era homem. Das residências habitadas por pessoas pretas e pardas, a fome esteve em 10,7%. Entre pessoas de cor/raça branca, esse percentual foi de 7,5%.


Fonte: CSP-Conlutas, com edição e acréscimo de informações do ANDES-SN

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