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Servidoras e servidores da Ueap paralisaram atividades em defesa da pauta de reivindicações



Docentes, técnicas e técnicos da Universidade do Estado do Amapá (Ueap) paralisaram suas atividades na última terça-feira (4), com o apoio de estudantes, devido à ausência de respostas do governo do estado sobre a pauta de reivindicações das categorias. No hall de entrada do campus I da Ueap, a comunidade acadêmica dialogou sobre os principais problemas enfrentados na universidade. A Seção Sindical dos Docentes da Universidade do Estado do Amapá (Sindueap Sind.) enviou ofícios ao governo cobrando a abertura de uma mesa de negociação.


Entre os problemas enfrentados por servidoras e servidores estão a defasagem salarial de docentes, técnicas e técnicos que acumulam 32,62% de perdas salariais nos últimos anos, a dificuldade nos repasses orçamentários e financeiros à instituição, impactando as atividades de ensino, pesquisa e extensão. As categorias também sofrem com a falta de concessão de adicional insalubridade e periculosidade para docentes com laudo e do adicional de interiorização para aquelas e para aqueles que se deslocam da sua sede para as atividades no interior do estado e, ainda, com a ausência de resposta aos pedidos de atualização no Plano de Cargos, Carreiras e Remuneração (PCCR) das e dos docentes e os problemas relativos às condições de trabalho. As e os estudantes da Ueap expuseram ainda a carência de equipamentos na biblioteca, como computadores e até mesmo livros.


Danielle Dias, presidenta da Sindueap SSind., afirmou nas redes sociais da seção, que desde o ano passado as e os docentes buscam diálogo com o governo. "Construímos comissões sobre pautas de atualização do nosso plano de carreia. Temos definida uma proposta para o governo de tabela salarial para ser adequada aos docentes que estão na instituição e assim garantir a contínua valorização do servidor professor da Ueap, além da tabela salarial buscamos ainda que os docentes que trabalham em locais insalubres e com risco à vida possam receber os adicionais de insalubridade e periculosidade previstos no nosso plano de carreira”, elencou.


"A nossa defesa é por uma educação superior de qualidade que só virá se tivermos servidores que sejam valorizados. Nós docentes e técnicos sabemos que merecemos respeito. A educação pública e gratuita é um direito de todos e um dever do Estado", completou a docente.


Fonte: ANDES-SN *Com informações e foto Sindueap SSind.

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