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11 anos do rompimento criminoso da barragem de Fundão em Mariana-MG

há 11 minutos
2 min de leitura

Neste 5 de novembro, completam-se 11 anos do rompimento criminoso da barragem de Fundão, em Mariana (MG), o maior crime socioambiental do Brasil. Em 2015, a barragem controlada pela mineradora Samarco (Vale e BHP Billiton) colapsou, despejando cerca de 40 milhões de metros cúbicos de rejeitos tóxicos, devastando a Bacia Hidrográfica do Rio Doce e deixando marcas profundas que persistem até hoje.



O rompimento afetou mais de 2,5 milhões de pessoas e resultou na contaminação de aproximadamente 684 km do curso do Rio Doce, atingindo o litoral dos estados do Espírito Santo e da Bahia. Além de deixar milhares de desabrigados, provocou 20 mortes. Dados da Cáritas Brasileira apontam ainda que, somando as perdas indiretas e o agravamento das condições de saúde nas comunidades impactadas, ao menos 118 pessoas faleceram sem ter acesso a uma reparação integral, justa e digna.


A ADUFOP mantém um histórico de firme atuação vinculada às lutas da classe trabalhadora e com as comunidades atingidas. Esse compromisso se expressa na participação contínua na FLAMa-MG (Frente Mineira de Luta das Atingidas e dos Atingidos pela Mineração), espaço de enfrentamento coletivo das violações cotidianas impostas pela atividade minerária predatória, e na relação com movimentos sociais como o MAB, MAM, a CABF e demais organizações das comunidades e pessoas diretamente atingidas e afetadas. 


Além disso, a ADUFOP busca apoiar e fortalecer a produção de conhecimento crítico construído pelo conjunto de sindicalizados/as, de forma horizontal com os territórios impactados e de modo a potencializar as lutas sindicais docentes especialmente junto ao Grupo de Trabalho de Política Agrária, Urbana e Ambiental (GTPAUA) local e em nível nacional. 


Como parte dessa construção teórica e política, ADUFOP se coloca nas trincheiras das lutas por um novo modelo de mineração, especialmente contribuindo na realização do 8º Encontro Regional por um Novo Modelo de Mineração e da 8ª Jornada Universitária de Debates na Mineração, eventos tradicionalmente organizados pela FLAMa-MG que já possuem uma trajetória de enraizamento na UFOP, no território e junto às comunidades e movimentos sociais da região.



 
 
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