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11 de setembro - 53 anos do golpe de Estado no Chile

há 6 horas
2 min de leitura

Em 11 de setembro de 1973, o governo socialista e democrático do chileno Salvador Allende foi alvo de um sangrento golpe de Estado por parte das Forças Armadas do país, lideradas pelo general Augusto Pinochet com apoio do governo estadunidense. O Chile se juntava, então, a outros vizinhos latino-americanos, que estavam sob o controle de ditaduras, como era o caso do Brasil desde 1964.


Allende foi eleito pelo voto popular, em 1970, e prometia implantar um socialismo democrático, respeitando a constituição e garantindo a liberdade individual dos chilenos.


A ditadura de Pinochet se caracterizou por destruir o sistema democrático, extinguir os partidos políticos, dissolver o Congresso Nacional, restringir direitos civis e políticos e violar direitos humanos básicos. No plano internacional, ficou marcada por integrar a Operação Condor, uma aliança entre ditaduras da América do Sul para reprimir opositores políticos, e pelo alinhamento com os Estados Unidos no contexto da Guerra Fria. 


Foram 17 anos até que o Chile voltasse a ter eleições presidenciais e os militares deixassem o poder. Mas as heranças desse período continuam a se fazer presentes na sociedade chilena.


Após o fim do governo ditatorial, com a eleição do primeiro presidente civil em 1990, o Chile buscou avançar na luta por memória, verdade, justiça e reparação pelos crimes cometidos durante o governo Pinochet. Diferentemente  do Brasil que não vivenciou esse avanço em julgar e punir os crimes da ditadura empresarial-militar como foi feito em alguns países latino-americanos. 


Em seu discurso de despedida, Allende disse: "Algum dia, a América terá uma voz de continente, uma voz de povo unido. Uma voz que será respeitada e ouvida; porque será a voz de povos donos de seu próprio destino.".


Por memória, justiça, verdade e reparação!



 
 
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