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7 de Setembro - Grito dos Excluídos e Excluídas

há 2 dias
2 min de leitura

Em sua 32ª edição, o Grito dos Excluídos e Excluídas de 2026 segue com seu tema permanente: “Vida em Primeiro Lugar!”. Para este ano, o lema que guiará as mobilizações é: “Na defesa da Terra, da Paz e da Moradia, erguemos a voz: Mulheres Vivas e Soberania!”


O movimento concentra-se nos rostos e nas realidades onde a vida se encontra mais ameaçada e vulnerável. O lema traz, de forma contundente, um eco feminino diante da realidade brutal do aumento do feminicídio no país, onde mais de 1.500 mulheres foram assassinadas somente em 2025. Tal escolha é resultado de debates realizados ao longo de todo o ano por uma rede de articuladores e articuladoras espalhada por todas as regiões do Brasil.


A proposta do Grito surgiu em 1994, a partir da 2ª Semana Social Brasileira da CNBB (cujo tema era "Brasil, alternativas e protagonistas"), inspirada na Campanha da Fraternidade de 1995 ("A fraternidade e os excluídos"). O primeiro Grito foi às ruas em 7 de setembro de 1995.


Ao fazer um contraponto ao Grito da Independência oficial, a data propõe uma reflexão profunda sobre o verdadeiro significado da soberania nacional. Trata-se de um convite para superar o patriotismo passivo em favor de uma cidadania ativa e participativa, essencial para a construção de uma sociedade justa, solidária, plural e fraterna. Assim, o 7 de Setembro deixa de ser apenas um dia de desfiles oficiais e se transforma em um espaço de consciência política e de luta por uma nova ordem social. É um momento de ir às ruas para comemorar, refletir, reivindicar e lutar. Afinal, mais do que um evento isolado, o Grito é um processo permanente: uma manifestação popular ecumênica que brota do chão e se fortalece diretamente na prática diária das lutas por direitos.



 
 
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