ADUFOP realiza o Ciclo de Debates: "A ditadura empresarial militar e o necessário enfrentamento pela luta sindical docente: legados autoritários e a ascensão da extrema direita no Brasil"
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A ADUFOP realizou, entre os dias 15 e 18 de abril, a segunda edição do Ciclo de Debates ADUFOP nas cidades de Ouro Preto e Mariana. O evento teve como tema central "A ditadura empresarial militar e o necessário enfrentamento pela luta sindical docente: legados autoritários e a ascensão da extrema direita no Brasil".
Na sexta-feira, 17 de abril, foi realizado o debate “Memória, legados autoritários e extrema direita no Brasil”, no auditório G20 do ICHS, em Mariana. A mesa foi composta por Débora de Oliveira Santos, doutora em Ciência Política pela UFRGS e pesquisadora em psicologia política; Maíra Pereira da Costa, doutora em Ciência Política e professora substituta na UFOP; e Rodrigo Stumpf González, professor titular da UFRGS e especialista em Cultura Política Latinoamericana.

O encerramento do Ciclo de Debates ocorreu no sábado, 18 de abril, com uma intervenção artística do grupo teatral MOTIM no auditório do IFMG, em Ouro Preto. A apresentação, intitulada “Nunca saio de junto de vocês quando me afasto”, foi livremente inspirada na vida do ouropretano Hélcio Pereira Fortes. A entrada foi solidária, mediante doação de remédios e insumos médicos para uma ação de apoio a Cuba.

Ciclo de Debates ADUFOP
O Ciclo de Debates: "A ditadura empresarial militar e o necessário enfrentamento pela luta sindical docente: legados autoritários e a ascensão da extrema direita no Brasil" teve início no dia 15 de abril, no ICSA, em Mariana, com o lançamento de três publicações: a cartilha “Os fascismos e como combatê-los”, o livro “Partido Comunista Brasileiro: 100 anos de história e lutas” (organizado por Milton Pinheiro), e o livro “NERES! DA LUTA CONTRA A DITADURA À RECONSTRUÇÃO DO PCB” (organizado por Paloma Silva e Pablo Lima). Em seguida, a mesa “Trajetórias militantes e resistências coletivas no contexto ditatorial” contou com a participação de José Francisco Neres, militante histórico perseguido e preso pela ditadura e último preso político de Minas Gerais a ser libertado em 1979, e Milton Pinheiro, cientista político, jornalista, professor de história política da UNEB e pesquisador na USP e autor de diversos livros sobre a temática.
No dia 16 de abril, também no ICSA, aconteceu o debate “Economia, empresariado e a extrema direita no contexto ditatorial e na atualidade”, que contou com a participação de Glícia Gripp, doutora em Sociologia pela UFMG, Maria Eduarda Vital, graduanda em Jornalismo pela UFOP, e Sofia Manzano, economista e professora da UESB. À noite, na sede da ADUFOP, houve o lançamento do livro “HÉLCIO – Alex, Toninho, Ernesto, Gomes, Nelson, Fradinho”, com a presença do organizador Délcio Pereira Fortes, irmão de Hélcio Pereira Fortes, ouropretano torturado e morto durante a ditadura militar. A noite incluiu a exibição do filme “ZÉ” e uma roda de conversa com o diretor Rafael Conde e o jornalista Pablo Matta Machado.

O Ciclo de Debates ADUFOP faz parte do compromisso assumido pela atual diretoria de “instituir uma Política de Formação Sindical Continuada para avançar no aprofundamento de temas e debates que estruturam e circunscrevem a atuação laboral e carreira docente, a conjuntura política de país, nossa existência a partir de nossas subjetividades e identidades, a educação pública, a perspectiva da universidade popular, acerca da necessária e urgente reorganização da classe trabalhadora, dentre outras temáticas”. Além disso, a temática desta edição vai ao encontro do compromisso de lutar por memória, verdade, justiça e reparação, e contra anistia para golpistas, ao fomentar debates para desencadear mobilizações e enfrentamentos à extrema direita, ao golpismo, aos ataques às liberdades democráticas e aos direitos humanos, que no tempo presente, cercado pela onda fascista que insiste em se fazer presente na história da humanidade, tem nos trazido recuos históricos diante de processos que objetivam passar a história a limpo e elucidar o que realmente aconteceu com nossas/os companheiras/os que se colocaram em luta.
