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Cresce adesão à greve docente nas estaduais do Maranhão

A categoria docente das universidades Estadual do Maranhão (Uema) e da Universidade Estadual da Região Tocantina do Maranhão (Uemasul) segue mobilizada, para pressionar por uma contraproposta do governo às suas reivindicações. A greve, iniciada em 24 de agosto, ganhou adesão de novos campi, além de apoio de diversos movimentos sociais e sindicais do estado.


Além disso, as e os docentes têm levado a mobilização para além dos espaços das universidades, para dialogar com a sociedade sobre a importância da pauta e da valorização Uema e Uemasul, patrimônio do estado e de sua população.

Durante toda essa semana, diversos atos ocorreram nas cidades onde há campi das instituições. A avaliação da categoria é que a primeira semana de greve foi muito exitosa e positiva, segundo o presidente do Sindicato de Docentes das Universidades Estaduais Públicas do Maranhão (Sinduema Seção Sindical do ANDES-SN), Bruno Rogens.


“Essa semana, a greve se constituiu como principal fato político no estado do Maranhão, mobilizou muito apoio social e teve muita repercussão na sociedade, na imprensa e nos meios políticos. A avaliação é de uma grande inserção e uma grande força da greve. Essa semana começaram a ocorrer atos públicos em várias cidades do Maranhão, com campi da Uema e da Uemasul. Até metade da semana eram atos nas universidades, de quarta-feira para frente começaram a ocorrer atos públicos, ocupando espaços das cidades onde os campi estão presentes, principalmente, campus de Santa Inês e Balsas, da Uema, campus de Estreito, Imperatriz e Açailândia da Uemasul, e em São Luís, campus da Uema”, explicou Rogens.


O presidente do Sinduema SSind. contou que a pressão da mobilização começa a apresentar frutos. Segundo ele, uma sinalização de avanço da pauta foi a circulação de uma mensagem da reitoria da Uema, informando que colocará em pauta, na próxima reunião do Conselho de Ensino e Pesquisa prevista para o final de setembro, uma alteração na resolução de contratação de professores substitutos, prevendo a remuneração por titulação. “Essa é basicamente a mesma resolução que já foi aprovada na Uemasul, no mês de junho, quando foi feita uma paralisação de advertência. Foi uma resposta da reitora à nossa mobilização [na época]. Na Uema, estão sinalizando que irão pautar essa mesma resolução. É uma sinalização positiva, pois é o avanço de uma pauta da greve que é a remuneração por titulação e pela classe da carreira [para substitutos]”, comentou.

Próximo ato Para segunda-feira (4), está previsto um grande ato público em São Luís, capital do estado. Nessa data também está agendada uma reunião com o representantes do governo. “Queremos mobilizar caravana de todos os campi do Maranhão para estar presente, numa grande manifestação. Estamos convidando todos os movimentos sociais, sindicatos, partidos aliados do Maranhão para um grande ato em defesa das universidades públicas estaduais”, disse o presidente do Sinduema SSind.


Segundo o docente, o objetivo do ato é cobrar uma posição do governo em relação à pauta da categoria. “O governo está ciente da pauta, a sociedade está ciente da pauta, a greve já vai para a segunda semana e o governo não apresenta nenhuma proposta. Então, é pressionar o governo para apresentar uma proposta concreta para que as negociações possam iniciar”, afirma.


Reunião sem avanço

Na quarta-feira (30), representantes da categoria docente foram recebidos pela Secretaria de Planejamento e Orçamento e Secretaria Estado da Gestão, Patrimônio e Assistência dos Servidores (Segep). De acordo com nota divulgada pelo Sinduema SSind. não houve avanços concretos no sentido do governo apresentar uma contraproposta. Ficou acordada uma nova reunião para segunda-feira (4).


“Nesta oportunidade, o Sindicato apresentará os estudos técnicos sobre a nova tabela salarial com 50,28%, e das outras pautas para que o secretário possa levar o pleito ao governador Carlos Brandão para uma decisão”, informa a nota.


“Consideramos que estamos em diálogo com o Governo do Maranhão sobre a pauta da greve dos docentes uma vez que o governo ainda não possui uma proposta concreta para apresentar ao sindicato para que seja remetido à categoria para decisão em Assembleia. A categoria docente na Uema e Uemasul, bem como os estudantes e técnicos administrativos estão em crescente processo de mobilização paredista em todo o Maranhão e tal situação impõe urgência na decisão do governo em responder à pauta da greve dos docentes das universidades estaduais do Maranhão”, acrescenta o documento divulgado pelo Sinduema SSind.


Histórico

Em abril deste ano, o Sinduema SSind. Protocolou a pauta da categoria junto ao governo do estado. Desde então, o sindicato realizou diversas atividades para pressionar pela abertura de diálogo. No entanto, não receberam qualquer retorno, o que levou a deflagração da greve, por tempo indeterminado, no último dia 24 de agosto. Confira a pauta da categoria:

- Recomposição salarial integral de 50,28% nos vencimentos dos docentes (perdas acumuladas no período de julho de 2012 a fevereiro de 2023);

- Isonomia salarial entre professores efetivos e substitutos de acordo com sua Titulação;

- Nomeação imediata de professores efetivos aprovados em concurso público na Uema e Uemasul;

- Concurso público imediato para a diminuição da proporção entre substitutos e efetivos na Uema e Uemasul;

- Conclusão imediata das obras do novo campus da Uema em Balsas;

- Recomposição do orçamento da Uema e Uemasul.



Fonte: ANDES-SN *Fotos: Sinduema SSind./Divulgação

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