Desligamentos por morte de profissionais formais aumentaram 71,6% no 1° trimestre de 2021

Trabalhadoras e trabalhadores das áreas da Educação, Saúde e Transporte foram os mais afetados O desligamento por morte de trabalhadoras e trabalhadores celetistas cresceu 71,6% no primeiro trimestre de 2021, em comparação com o mesmo período em 2020. O levantamento é do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). As trabalhadoras e os trabalhadores celetistas são aquelas e aqueles cuja relação de emprego é regida pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), independentemente do empregador ser do setor público ou privado. É chamado também de trabalho formal, com benefícios e carteira profissional assinada.


Em números absolutos, foram registradas 22,6 mil mortes de trabalhadoras e trabalhadores formais entre janeiro e março deste ano, contra 13,2 mil nos três primeiros meses do ano passado. A principal diferença entre os períodos em questão é a chegada da Covid-19 ao Brasil, que, ao todo, já ceifou quase 450 mil vidas no país.


Entre todas as atividades econômicas, as que apresentaram maior aumento no número de desligamentos por morte foram educação, com 106,7%; transporte, armazenagem e correio, com 95,2%; atividades administrativas e serviços complementares, com 78,7%; atenção à saúde humana, com 75,9%. Essa última atividade inclui os trabalhadores em hospitais gerais ou especializados, que permitem internações de longa ou curta duração, hospitais psiquiátricos, centros de medicina preventiva, consultórios médicos e dentários, clínicas médicas e outras atividades ambulatoriais da saúde. Entre enfermeiros e médicos, a ampliação de desligamentos por morte chegou a 116% e 204,%, respectivamente. Destaca-se também a elevação dos óbitos entre profissionais de informação e comunicação (124,2%) e eletricidade e gás (142,1%).


Desligamento nos estados Estados que tiveram crises mais agudas com o novo coronavírus também registraram aumento acima da média de desligamentos por morte. O Amazonas encabeça a lista, com alta de 437,7% em relação a 2020. Foram 114 desligamentos entre janeiro e março do ano passado contra 613 no mesmo período em 2021. O percentual é três vezes maior do que o registrado no Brasil (71,6%).


Em seguida, vêm outros três estados do Norte: Roraima, com expansão de 177,8%; Rondônia, um crescimento de 168,6%; e o Acre, um aumento de 109,5%. No estado de São Paulo, o mais populoso do país, os desligamentos por morte cresceram 76,4%, passando de 4,4 mil para 7,8 mil.