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Dia Internacional dos Direitos Humanos

  • 10 de dez. de 2025
  • 2 min de leitura

O dia 10 de dezembro marca a defesa dos direitos fundamentais da pessoa humana. No Brasil, a luta pela garantia dos Direitos Humanos é uma necessidade constante da classe trabalhadora. A história do país é pautada, século após século, em violências, opressões, perseguições e genocídios.  Recentemente, a nossa história recebeu mais uma dessas páginas dolorosas, a Chacina no estado do Rio de Janeiro. Repudiamos esse acontecimento e tantas mais situações semelhantes que continuam acontecendo e dizimando a vida de nossos semelhantes.


A ADUFOP se soma às entidades classistas e movimentos sociais e sindicais na luta cotidiana contra toda forma de violação de direitos, especialmente na luta por Memória, Verdade, Justiça e Reparação, e contra a anistia para golpistas.


Dentre as posições assumidas pela Gestão 2025-2027 da ADUFOP, está a de desencadear mobilizações e enfrentamentos à extrema direita, ao golpismo, aos ataques às liberdades democráticas e aos direitos humanos, que no tempo presente, cercado pela onda fascista que insiste em se fazer presente na história da humanidade, têm nos trazido recuos históricos diante de processos que objetivam passar a história a limpo e elucidar o que realmente aconteceu com nossas/os companheiras/os que se colocaram em luta contra a ditadura empresarial-militar de 1964-1985.



MEMORIAL DOS DIREITOS HUMANOS - MG

Há 25 anos, no ano de 2000, a primeira lei que trata da abertura do Memorial dos Direitos Humanos, no prédio onde funcionou a sede do DOPS durante a ditadura empresarial-militar, foi aprovada pela Assembleia Legislativa de Minas Gerais e sancionada pelo então governador Itamar Franco. A edificação é tombada pelo município de Belo Horizonte (2013) e pelo estado de Minas Gerais (2016). Porém até hoje a criação do Memorial não foi efetivada pelo governo de Minas.


Diante da inércia do governo, no dia 1° de abril de 2025, movimentos sociais ocuparam o antigo prédio do DOPS e do DOI/CODI, no centro de Belo Horizonte. Um dos principais centros da repressão durante a ditadura empresarial-militar, o espaço foi local de encarceramento, tortura e morte antes, durante e depois do regime.


O processo de tombamento federal no Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional está em andamento, a partir de pressão da Ocupação. No dia 27 de novembro, o Ministério Público Federal acionou a justiça contra o Estado de Minas Gerais e a União, exigindo a efetivação imediata do Memorial dos Direitos Humanos.


Para agendar uma visita ao Memorial Ocupado, para conhecer e apoiar o movimento, siga a página @OcupeOMemorial no instagram. Para assinar o Manifesto de Apoio à ocupação, acesse e preencha o formulário online.



Com informações do Memorial dos Direitos Humanos MG

 
 
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