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Docentes, estudantes,  TAEs e comunidade marianense e ouropretana ocupam as ruas de Ouro Preto em defesa da democracia, da educação pública, contra a extrema direita e pela reeleição de Lula

há 11 minutos
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Milhares de pessoas ocuparam as ruas de Ouro Preto na última sexta-feira (9). A manifestação uniu a comunidade acadêmica, movimentos sociais e trabalhadores em defesa da democracia, da educação pública, contra a extrema direita e em apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.


Fotos: Larissa Lana - ADUFOP
Fotos: Larissa Lana - ADUFOP

O ato foi convocado pelo Movimento Vira Voto Ouro Preto, pela ADUFOP, pelo ASSUFOP, pelo DCE UFOP, pelo SINASEFE-IFMG, pelo Grêmio Estudantil IFMG e por movimentos sociais da região.


A concentração teve início no campus Morro do Cruzeiro da UFOP, logo após a realização de uma Assembleia Estudantil. Em seguida, a passeata seguiu pela Rua Pandiá Calógeras, passou pela Barra e pela Estação, e finalizou na sede da ASSUFOP. No local, foi realizada uma plenária unificada para organizar as próximas ações do movimento.


A adesão popular respondeu não apenas ao contexto geral de defesa da democracia, mas também ao clima de apreensão que antecedeu a mobilização na cidade. Dias antes, o IFMG Campus Ouro Preto havia registrado um Boletim de Ocorrência e denúncia formal na Polícia Federal devido à circulação de mensagens de teor violento e incitação ao ódio em um grupo de WhatsApp.


Para a ADUFOP, a presença nas ruas reflete o compromisso histórico da entidade na defesa irrestrita de uma educação pública, gratuita, laica, inclusiva e socialmente referenciada nos interesses da classe trabalhadora, além da valorização das professoras e dos professores, do fortalecimento dos serviços públicos e do combate firme às políticas de austeridade, à precarização do trabalho e pelo fim da escala 6x1.


Kathiuça Bertollo, presidenta da ADUFOP, que esteve na manifestação junto a outras/os diretores da entidade, expõe que “a retomada massiva dos atos de rua são fundamentais nesse cenário político eleitoral, pois demonstra que nossa soberania não está à venda e que a democracia é um âmbito da vida em sociedade da qual não podemos abdicar. Da mesma forma, explicita que a juventude está atenta às questões que atravessam seu presente e futuro, e para nós docentes significa não aceitarmos qualquer retrocesso à educação e à Universidade pública, como a proposta de retirada do MEC e alocação no MCTI, que significa um explícito ataque ao financiamento das instituições de ensino.”


Nesse sentido, a Diretoria da ADUFOP divulgou, em 7 de outubro, uma nota política conclamando as professoras e professores a derrotarem a extrema-direita nas urnas, nas ruas e nos espaços digitais. Leia aqui a nota completa. 


A diretriz que subsidia essa decisão foi orientada pelas deliberações do 69º CONAD do ANDES-SN, que estabeleceu a necessidade de garantir a derrota eleitoral das forças reacionárias por meio da mobilização ativa e constante contra os ataques aos direitos da classe trabalhadora, contra o fantasma do fascismo e contra as políticas de restrição de direitos.


A atuação da ADUFOP orienta-se também pelo resgate da memória daqueles que deram suas vidas na luta contra a ditadura e na construção dos preceitos democráticos do país: sindicalistas, estudantes e trabalhadores rurais e urbanos. Diante de um cenário global e nacional preocupante, caracterizado pela investida do capital monopolista e do fascismo, a entidade enfatiza a urgência de respostas político-organizativas firmes, indicando o voto em Lula no segundo turno das eleições como passo fundamental nessa resistência.


A mobilização em Ouro Preto integra um conjunto de atos realizados em todo o Brasil e no exterior. Além disso, ações pontuais como panfletagem, bandeiraços e carreatas vêm acontecendo de forma independente.


A ADUFOP convoca os/as docentes sindicalizados/as para se somarem à agenda de lutas que acontecerá na região de sua atuação até o dia 25 de outubro. 



 
 
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