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Nota política da Diretoria da ADUFOP acerca do segundo turno das eleições presidenciais: DERROTAR A EXTREMA DIREITA NAS URNAS, NAS RUAS E NOS ESPAÇOS DIGITAIS É TAREFA IMEDIATA!

há 7 horas
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Esta posição é orientada pela deliberação do 69º CONAD DO ANDES-SN, que estabeleceu: “Que o ANDES-SN se posicione, desde o 1º turno das eleições de 2026, para garantir a derrota eleitoral da direita e extrema direita, chamando a categoria à participação não apenas por meio do voto, mas também por meio da mobilização contra os ataques fascistas aos direitos da classe trabalhadora, bem como contra as políticas de austeridade e de restrição de direitos.”


Também, orienta-se pelo sentido de resgate de preceitos democráticos que custaram a vida de milhares de lutadores/as sociais, sindicalistas, estudantes, trabalhadores/as rurais e urbanos que vieram antes de nós e construíram um cenário combativo que corre risco de se tornar “terra arrasada” se não seguirmos seus exemplos de luta por um país soberano, democrático e que vislumbre o fim das opressões e da exploração que incidem sobre nós, classe trabalhadora brasileira.


É nesse sentido que encerramos o último domingo, 4 de outubro, com uma tarefa imediata em âmbito nacional: derrotar a extrema direita nas urnas e dar a vitória ao campo democrático-popular encabeçado por Lula no segundo turno das eleições presidenciais.


O cenário que se configurou é de extrema preocupação diante do avanço do fascismo em nosso país, expressão de um movimento amplo do capital, do imperialismo e das frações da burguesia monopolista que tem incidido em diversas partes do mundo e em países de nosso continente, e que exige respostas político-organizativas da classe trabalhadora, dentre estas: o voto em Lula no dia 25 de outubro.


A configuração do Congresso Nacional majoritariamente tomado pelo campo da extrema direita também é ponto a ser considerado por quem defende a educação e a universidade pública, bem como os demais direitos sociais e políticas públicas, ou seja, precisaremos retomar as ruas, ampliar nossa atuação nos espaços digitais e fortalecer nossas pautas e lutas coletivas, demonstrando a este conjunto de entreguistas a nossa força coletiva na defesa da soberania nacional.


Minas Gerais novamente elegeu em primeiro turno um expoente da burguesia, uma figura que é uma farsa política e que não representa uma alternativa de reconstrução do Estado diante do sucateamento e desmonte que os serviços públicos e o conjunto dos servidores públicos estaduais vivenciaram ao longo dos governos Zema/Simões. Precisaremos permanecer atentos e vigilantes à defesa dos bens e patrimônios do povo mineiro, bem como aos rumos que o governo eleito dará à exploração das terras raras em nosso Estado, não permitindo a entrega e apropriação desta riqueza natural ao capital internacional.


Este cenário extremamente conservador significa o avanço da reforma administrativa, a perseguição aos servidores públicos, a abertura irrestrita ao mercado e a não ampliação dos direitos sociais, o sucateamento do SUS, o desmonte e desfinanciamento da universidade pública, o engavetamento da pauta pelo fim da jornada 6X1. Não podemos permitir que esse conjunto de ataques seja efetivado sobre a população brasileira.


No que se refere à educação superior pública, paira a ameaça, pela chapa da extrema direita, de retirada das universidades federais do MEC e de alocação no MCTI, movimento perigoso que representa o deslocamento do orçamento destinado à educação, e que, no atual momento histórico de ofensiva sobre a soberania nacional, pode significar a completa entrega e subordinação da ciência e da produção de conhecimento ao mercado.


É diante dessas adversidades que precisamos avançar, conquistar corações, mentes e votos para a chapa de Lula, que neste momento, representa no plano imediato a opção acertada no enfrentamento ao ideário neoliberal e fascista representado pelo clã bolsonarista.


Ao passo desta tarefa imediata de eleger Lula no dia 25 de outubro temos o dever de aprofundar as tarefas que são prementes e essenciais à classe trabalhadora brasileira, como a ocupação dos espaços digitais e das ruas pelo conjunto das/dos trabalhadoras/es e suas entidades de classe - sindicatos e movimentos sociais, pela juventude, pelo movimento estudantil, do campo político-partidário da esquerda dando vazão às inúmeras pautas que temos como bandeiras de luta historicamente assumidas, e que, nesta quadra histórica conservadora e negacionista, precisam avançar para garantir um futuro digno a todas/os.


Diretoria ADUFOP – Biênio 2025-2026.


 
 
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