O descaso do Governo com o Patrimônio Histórico e Cultural Brasileiro

Uma tragédia anunciada atingiu no último domingo (02) um dos principais redutos da Ciência, das Artes e da Tecnologia no Brasil. Um incêndio destruiu o Museu Nacional, o mais antigo do país, fundado por Dom João VI em 1818, localizado na Quinta da Boa Vista em São Cristóvão, Zona Norte do Rio de Janeiro. As causas ainda serão investigadas pela Polícia Federal e não houve feridos.

Os cortes do governo mostram como o poder público tem agido nos últimos anos com a cultura e o patrimônio. Muitos brasileiros lamentam a perda do museu, onde estavam abrigadas mais de 20 milhões de itens históricos e científicos.

O ANDES-SN veio a público denunciar o descaso com as diversas manifestações dos curadores, pesquisadores e demais interessados na manutenção e conservação do Museu Nacional vinculado à Universidade Federal do Rio de Janeiro - UFRJ. O espaço, que até então celebrava seus 200 anos em meio à ausência de investimentos, resistia por conta dos esforços de professores, pesquisadores, alunos e amigos. Itens das mais variadas áreas do saber foram destruídos num momento em que estamos vivenciando um dos maiores ataques na vida dos brasileiros: a Emenda Constitucional 95/2016. É visível a necessidade da luta organizada para denunciar a ausência de investimentos na Ciência e Tecnologia, Educação e Cultura.

Segundo Elizabeth Barbosa, 2º vice-presidente da Regional Rio de Janeiro do ANDES-SN, a perda é imensurável. “Essa era uma tragédia que já vinha sendo nacional anunciada, com denúncias sobre o pouco investimento feito não só no museu, mas na universidade como um todo. É uma parte da história que se acaba. É o descaso do poder público e um dos significados da EC 95/16, que não tem investimento nenhum para educação”, criticou.

O Brasil necessita de políticas públicas de estado que valorizem e resguardem a nossa cultura. Estamos passando por uma situação de grandes perdas com nossa política excludente e neoliberal. As decisões econômicas têm consequências sociais e precisamos exigir dos nossos governantes um compromisso maior para evitar danos como esse no futuro.

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