Pandemia + Ensino Remoto: Qual o futuro das universidades?


O Governo Federal encaminhou à Câmara dos Deputados o projeto de lei que institui o programa “Future-se”, do MEC (Ministério da Educação), conforme informação do Diário Oficial da União em 27 de maio. O despacho do presidente Jair Bolsonaro não dá mais detalhes sobre o texto.


No meio da maior crise sanitária do século, com quase 30 mil mortes no Brasil, as universidades com aulas suspensas e uma série de dificuldades, o MEC resolve encaminhar o projeto “Future-se” para a Câmara.


A enorme pressão sobre os dirigentes para o retorno das aulas nas Instituições Federais de Ensino, na modalidade a distância/remoto, antecedeu o anúncio do encaminhamento do projeto, ainda com conteúdo desconhecido.


Se mantida a intenção anterior do programa, apresentado pelo ministro da Educação, Abraham Weintraub, originalmente, em 2019, significa o desmonte da universidade pública. Além de quebrar o tripé ensino-pesquisa-extensão, abre caminho para a privatização das instituições, retira autonomia universitária, desresponsabiliza o Estado de financiar a educação e coloca em risco a carreira de docentes e técnico-administrativos em educação.


Aderir ao retorno das aulas, no modelo remoto ou de ensino a distância é contribuir com a precarização do ensino público superior, iniciando antes da aprovação do Future-se, a adesão a este modelo de programa.